Dicas para analisar, compreender e interpretar textos.
Aprimore-se lingüisticamente.
Escrever, simplesmente escrever.
Como nasce uma língua?.
O mundo que fala português.
Uma campanha pelo fim do 'naum'.



Dicas para analisar, compreender e interpretar textos.

É comum encontrarmos alunos se queixando de que não sabem interpretar textos. Muitos têm aversão a exercícios nessa categoria. Acham monótono, sem graça, e outras vezes dizem: cada um tem o seu próprio entendimento do texto ou cada um interpreta a sua maneira. No texto literário, essa idéia tem algum fundamento, tendo em vista a linguagem conotativa, os símbolos criados, mas em texto não-literário isso é um equívoco. Diante desse problema, seguem algumas dicas para você analisar, compreender e interpretar com mais proficiência.

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Aprimore-se lingüisticamente.

Querido alunos

A grande maioria das falhas encontradas, principalmente, em textos de opinião estão relacionadas ao uso de expressões coloquiais, à redundância ou à ausência de organização das idéias. Em relação à falta de estrutura, dois extremos prejudicam consideravelmente o aluno: texto fragmentado, com excesso de parágrafos e texto sem parágrafos. Observe abaixo algumas incorreções que devem ser evitadas:

1) Introdução embromatória
2) Intromissão: “No meu ponto de vista, não se faz necessária a pena de morte no Brasil.”
3) Abstração grosseira: “Porque aí nós pegamos e pensamos: quando o homem irá se conscientizar?”
4) Prolixidade/ ausência de objetividade
5) Uso da linguagem oral
6) Imprecisão vocabular: “As coisas vão de mal a pior!”
7) Uso de clichê: “Quando o jovem vai abrir sua cabeça?”
8) Predominância do gerúndio: “É importante estar planejando visitas freqüentes às livrarias para estar apreciando os lançamentos que devem estar surgindo.”
9) Truísmo (verdade evidente): “Todos os homens são mortais.”
10) Uso incorreto do pronome cujo: “Vivemos num país cuja a população é heterogênea.”
11) Uso incorreto do pronome onde: “Alguns artistas, como apresentadores, pagodeiros e dançarinas, recebem cachês altíssimos, onde contrastam com o vergonhoso salário da maioria dos brasileiros.”

Não fique preocupado para escrever. Escreva, risque, rasure, reescreva o texto quantas vezes forem necessárias. Não se esqueça que o rascunho é fundamental para um bom resultado final. Portanto, aproveite essas orientações para observar sua redação, antes de passá-la para a folha definitiva.
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Escrever, simplesmente escrever.

"Deve-se ler pouco e reler muito. Há uns poucos livros totais, três ou quatro, que nos salvam ou que nos perdem. É preciso relê-los, sempre e sempre, com obtusa pertinácia. E, no entanto, o leitor se desgasta, se esvai, em milhares de livros mais áridos do que três desertos."

Nelson Rodrigues

Você certamente já sentiu vontade de escrever, procurar conversar com você mesma e tentar expressar algo que está entalado, há dias, meses, anos, uma vida. Ou ainda, você nunca sentiu vontade de se expressar através da escrita. Por quê?

Você talvez pense que todo escritor produz sem pensar muito, ou que as histórias vem do céu, e, as poesias do coração, os textos jornalísticos de um bom acontecimento, e os técnicos de muita pressão. É possível. Mas o certo é que a escrita surgiu da necessidade de comunicação que existe no ser humano, sendo assim, o que ele não consegue dizer "oralmente, ele diz através de palavras, metáforas, criando situações. Através de escritos nós conhecemos o tipo de homem que éramos, como somos, hoje, e já conseguimos prever como nos tornaremos. A escrita é um registro que ultrapassa séculos, quando criativa, inovadora e original, mas que morre prematuramente quando sem significado. É um trabalho artístico que expressa, na literatura, a arte de escrever algo, muitas vezes tão banal, de forma tão surpreendente.

Você é capaz de escrever algo assim? Claro. Todos nós somos dotados da arte de escrever, basta querer e, com certeza, ler e reler. O caminho da leitura é o mais curto para a produção de bons textos. Escreva, seja para dizer um "bom dia", um "eu te amo", um "feliz aniversário". Escreva, pois não podemos deixar que nosso futuro fique sem registros de como somos, hoje, seres únicos, os únicos capazes criar.
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Como nasce uma língua?

Por Gilberto G. Pereira

Em primeiro lugar, e preciso compreender o que é um idioma. "E o conjunto organizado de signos lingüísticos, com características fonéticas e vocabulares próprias. Alem disso, ele deve ter um numero razoável de falantes que o utilizem em textos de larga circulação”.Do contrario, e só um dialeto", explica Jarbas Vargas Nascimento, professor de latim da PUC de São Paulo. Geralmente, uma nova língua nasce de outra já existente, num processo que pode durar séculos. 0 português e o francês, por exemplo, surgiram do latim. Mas também e possível que não haja uma só raiz. E o caso das chamadas línguas germânicas. como o alemão e o dinamarquês “Elas podem ter se originado de forma independente, pois essas tribos nem sequer se conheciam", afirma Goez Kaufmann, especialista em dialetologia e professor convidado da Universidade de São Paulo.

"No caso das línguas neolatinas sabe-se que todas têm uma origem comum porque na época do Império Romano todos falavam o latim vulgar e quase ninguém estudava normas gramaticais", diz Jose Rodrigues Seabra, professor de língua e literatura latina da USP. Com o fim do domínio dos césares, os vários povos passaram a falar dialetos diferentes, que se transformaram em idiomas próprios.

Hoje o inglês e dominante, mas os especialistas acham difícil ocorrer um processo semelhante de fragmentação porque não só o idioma e bem estruturado como milhões de pessoas conhecem as regras gramaticais. "Ainda assim, o inglês falado na Índia e cada vez mais diferente do usado em outras partes do mundo e pode ser que no futuro ele seja considerado outra língua", diz Kaufmann.


Chinês
ORIGEM: Pré-história, a partir de dialetos como o cantonês, o de Xangai e o de Pequim.
CURIOSIDADE Só em 1949, com o governo comunista, surgiu uma língua oficial, derivada da fala de Pequim. A escrita, ideográfica (refere-se a significados e não a fonemas), unificou culturalmente o pais.

Grego
ORIGEM: Nasceu de vários dialetos da península Balcânica no século 8 a.C.
CURIOSIDADE Foi a primeira língua internacional e com ele nasceram a filosofia e a cultura do Ocidente. Outros idiomas o utilizam em nomes científicos e em palavras como "fósforo" e "estética.

Japonês
ORIGEM: Por volta do século 3, ao leste e ao sul do arquipélago japonês.
CURIOSIDADE Tem 3 sistemas de escrita: o hiragana, o katakana e o kanji (os ideogramas chineses). Por isso, um japonês que não fala uma palavra em chinês pode ler muita coisa nesta língua.

Árabe
ORIGEM: Península Arábica, primeiros registros escritos datam do século 5.
CURIOSIDADE Desenvolveu um alfabeto próprio, que depois foi adotado pelo persa (Ira) e o pashtu (Afeganistão). A língua responsável pelo desenvolvimento da civilização islâmica e falada em 22 paises.

Latim
ORIGEM Por volta do século 7a.C.na região do Lácio onde Roma foi fundada
CURIOSIDADE: Expandiu-se junto com o Império Romano e acabou dando origem a cerca de 10 línguas. Ainda hoje e o idioma oficial no Vaticano. Palavras latinas estão em todas as línguas modernas.
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O mundo que fala português

O português é hoje o idioma oficial de oito nações reconhecidas pela Organização das Nações Unidas (ONU). Juntas, Portugal, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Timor Leste e São Tomé e Príncipe compõem a chamada lusofonia, ou seja, comunidade de países de língua portuguesa.

Desses, o mais povoado é, de longe, o Brasil. Dos países africanos, apenas Angola e Moçambique têm maiores proporções. Timor Leste, na Ásia, é o mais jovem representante do grupo, reconhecido pela ONU em 2002 (veja o quadro O caçula da lusofonia).

Nesses países, contudo, o português não é sempre a língua materna da população. Muita vezes, ele é aprendido como segunda língua — e isso apenas por aqueles que freqüentaram a escola. Funciona, assim, como uma língua de cultura, isto é, um veículo para expressão do conhecimento letrado.

Além dessas nações autônomas, o português é falado em pequenas regiões na África e na Ásia, como Goa ou Macau, por pequenos grupos populacionais. Como língua materna ou como segunda língua é falado também por comunidades de emigrantes na Europa (principal-mente França, Alemanha e Luxem-burgo), América do Norte, América do Sul e África (na África do Sul).

Essa língua é importante?

Essa é uma daquelas questões em que é francamente difícil uma resposta direta e objetiva. O aspecto favorável é, antes de tudo, quantitativa Das quase 7 mil línguas catalogadas no mundo, o português é na-da menos que a sexta mais falada, com quase 180 milhões de falantes nativos (e uns 200 milhões de falantes totais). É a segunda língua de origem latina e a terceira de origem européia mais falada no planeta; a quinta em número de países em que é língua oficial. Além disso, é a quarta língua mais usada na internet.

Esses dados certamente imperessionam. Superam, por exemplo, os números do alemão, do francês e do italiano. Segundo Luís Aguiar, pesquisador da Universidade de Montreal e docente do Instituto Camões, o português "é hoje uma língua culta de dimensão internacional e intercontinental, falada nos cinco continentes e - como havia predestinado Fernando Pessoa - uma das poucas línguas potencialmente universais do século XXI".

Um olhar qualitativo sobre a presença mundial da língua portuguesa, entretanto, lança dúvidas sobre o otimismo do professor Aguilar. A maior parte das populações lusófonasonas são carentes. Moçambique, por exemplo, é um dos países mais pobres do mundo, freqüentemente citado no noticiário internacional por esse motivo. Angola passou por uma longa e traumática guerra civil, com dezenas de milhares de mortos. Portugal é uma das nações mais pobres da Comunidade Européia. E o Brasil, um dos campeões mundiais da má distribuição de renda, vive a eterna crise do país de um futuro brilhante nunca realizado.

Então, o português acaba não tendo a expressão mundial que poderia. Como salienta o jornalista Jaime Spitzkovsky, o português é um grande desconhecido mundo afora. Ele afirma que "até hoje não é difícil encontrar quem diga que falamos espanhol no Brasil, e essa observação pode vir inclusive de pessoas da elite política ou econômica de vários países".

Descontandos, obviamente, os países lusófonos, falar português em viagens internacionais é praticamente impossível. E nossa literatura, apesar da qualidade e dos destaques individuais (como o Prêmio Nobel que José Saramago recebeu em 1998), tem penetração ínfima no cenário mundial.
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Uma campanha pelo fim do 'naum'

Comunidade na web lança movimento "Eu sei escrever", para incentivar o uso correto da língua portuguesa entre internautas

Claudia Ferraz
Fonte: www.link.estadao.com.br

Quem passa horas na internet já se acostumou a palavras que só existem na linguagem dos computadores, como deletar e inicializar. Mas os internautas, principalmente os mais jovens, foram além, "aperfeiçoando" a língua com abreviaturas, letras trocadas e neologismos. Esse internetês se tornou tão complicado de entender que os preocupados com o "analfabetismo virtual" criaram a campanha "Eu sei escrever" para incentivar o uso do português correto.

A comunidade tecnológica Fórum PCS inventou um filtro de palavras com erros propositais. O site substitui automaticamente as abreviaturas pelas palavras corretas e destaca o texto corrigido com uma cor ou em itálico.

Assim, "aki" vira "aqui" e "naum" se torna "não" para que os autores percebam que estão escrevendo errado. "Quando lancei a campanha no fórum, alguns disseram que iam continuar escrevendo como queriam", disse Paulo Couto, criador do site. "Mas depois de tanta crítica dos próprios colegas, porque a palavra ficava em vermelho, passaram a escrever certo."

Couto explica que a idéia começou porque a diferença de linguagem entre as gerações impedia a troca de informações. "Além do conflito de interesses, há um conflito de linguagem. Os redatores e moderadores do Fórum não entendiam as mensagens. Então foram instruídos a orientar os autores para que escrevam de forma mais clara."

Por outro lado, para se aproximar dos adolescentes, a rede Telecine de TV a cabo pôs no ar a sessão de filmes Cyber Movie, com legendas exclusivamente em internetês.

"Acho um absurdo", disse Couto, inconformado. "Aos poucos essa linguagem vai complicar os sistemas de busca e não sei até que ponto isso é saudável para o Brasil."

Para se filiar à campanha, que tem até comunidade no site de relacionamentos Orkut, basta acessar a página www.euseiescrever.com.br.

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ESPECIAL DIA DOS NAMORADOS
A POÉTICA DA MORTE NA CULTURA BRASILEIRA
NOSSOS ALUNOS PENSAM ASSIM
BIBLIOGRAFIA PARA PESQUISA :: FOLCLORE AÇORIANO
RODRIGO DE HARO :: NASCE UM NOVO IMORTAL