REPRODUÇÃO E DESENVOLVIMENTO EMBRIONÁRIO
Com o intuito de se trabalhar o caso específico da ocorrência de gêmeos siameses na espécie humana, o laboratório de ciências biológicas iniciou o segundo semestre discutindo aspectos gerais sobre reprodução humana e desenvolvimento embrionário.
As aulas estão sendo revisões expositivas sobre o conteúdo trabalhado na primeira série do ensino médio. Esta aula torna-se necessária para que os alunos se situem no contexto, a começar pela anatomia dos aparelhos reprodutores humanos, suas glândulas, principais substâncias envolvidas e discussões sobre as curiosidades inevitáveis do assunto.
Levando-se em conta que a ocorrência dos gêmeos tem causas e conseqüências, o processo se inicia a partir do conhecimento dos sistemas, do funcionamento e da seqüência dos acontecimentos. Por isso a passagem gradativa pelos aparelhos reprodutores, mecanismos hormonais, ciclo menstrual, fecundação e embriologia humana.
O primeiro momento do trabalho consistiu numa identificação das partes dos aparelhos masculino e feminino interna e externamente, relacionando a anatomia com suas funções e substâncias produzidas (quando necessárias e presentes). Resumidamente, destacou-se o seguinte:
· masculino: pênis (glande, uretra, prepúcio, corpos cavernosos e esponjoso, ereção e ejaculação), próstata, vesículas seminais, glândula bulbo-uretral ou de Cowper, testículos (bolsa escrotal, túbulos seminíferos, células de Leydig), epidídimo, canais deferentes;
· feminino: genitália externa/vulva-(grandes e pequenos lábios, uretra, abertura vaginal, clitóris, hímen), vagina, útero (colo, endométrio, miométrio, tubas uterinas, franjas das tubas), ovários;
· algumas substâncias também foram citadas para uma melhor compreensão do sistema, tanto no masculino como no feminino: FSH, LH, estrógeno, progesterona, testosterona, etc.
Todas estas identificações foram feitas com o auxílio de figuras esquemáticas.
Num segundo momento o estudo partiu para a seqüência do acontecimento, a fecundação no terço distal da tuba uterina e, nosso maior interesse, o desenvolvimento embrionário, que tem início no trânsito pela tuba,em direção ao útero, fase esta conhecida como clivagem ou segmentação, até o momento de sua implantação no endométrio uterino - nidação.
· seqüência de acontecimentos nas fases de clivagem, blastulação, gastrulação e neurulação: o zigoto começa uma série de divisões mitóticas: 2 blastômeros, 4 blastômeros, 8 blastômeros, 16 blastômeros, mórula (quando chega à cavidade uterina), blástula (quando ocorre a nidação)*, gástrula e nêurula.
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*a blástula humana é também conhecida como blastocisto ou blastócito.
Ocorrência de gêmeos na espécie humana
· gêmeos univitelínicos, monozigóticos ou idênticos: fecundação de um único espermatozóide com um único óvulo, gerando um zigoto que, após algumas divisões se separa em dois ou mais embriões, idênticos e de mesmo sexo. Este fenômeno é conhecido como poliembrionia, mas alguns desconsideram este nome, levando-se em conta o fato de não ser um caso esporádico como ocorre em alguns animais como o tatu;
· gêmeos bivitelínicos, dizigóticos ou fraternos: fecundação de um espermatozóide para cada óvulo liberado pela mulher além do normal, formando um número de zigotos de acordo com o número de fecundações ocorridas. Este caso é conhecido como poliovulação, levando à formação de indivíduos geneticamente diferentes, podendo ou não ser de mesmo sexo.
Obs.: Para uma maior compreensão deste conteúdo trabalhado no primeiro ano do ensino médio e revisto aqui no projeto, os alunos foram encaminhados ao laboratório de embriologia humana da UFSC. Antes da visita, foi apresentado aos alunos um vídeo sobre reprodução humana com cenas reais do desenvolvimento embrionário, fetos, crescimento do bebê, chegando ao parto.
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